Os fundadores do MUF formam um grupo de 16 pessoas, 81% dos quais residentes na favela-museu. São artistas de artes visuais, músicos, cantores e compositores de Hip Hop e Samba, lideranças comunitárias reconhecidas, radialistas, jornalistas, capoeirista, artesãs, fotógrafos, uma ex-empresária arquiteta-urbanista e um advogado.
Os líderes do MUF possuem fortes experiências de vida, resistentes paixões, saberes tão profundos quanto diversos e grande capacidade criativa. Assumiram um compromisso de longo prazo: trabalhar pela valorização da memória cultural coletiva; pelo fortalecimento do bom caráter comunitário; pela criação de uma visão de futuro transformadora das condições de vida na favela, através das memórias e da cultura local, embalada no formato de um museu territorial.
Sou jornalista, pela Universidade Uni Carioca, moradora de Cantagalo e líder comunitária atuante. Fui coordenadora no Projeto “Jovens em Comunicação” durante 6 meses, contratada pela Comunidade Solidária, coordenadora do seminário de empreendedorismo, durante 5 meses, contratada pela Sociedade Cidadã; fui correspondente comunitária, durante 4 anos na ONG Viva Rio; fui monitora da Creche Pop na comunidade de Cantagalo durante 4 anos e auxiliar de monitora na Creche Bom Samaritano. Sou locutora e produtora voluntária da Rádio Comunitária Panorama FM 88,3 por 13 anos e promotora de festas e DJ há 12 anos. Integro ainda a Comissão de Emprego, Trabalho e Renda e Pró-Museu de Favela, do Trabalho Social da Reurbanização do Complexo Pavão-Pavãozinho-Cantagalo do PAC-Rio, atuando na recuperação da história de formação da comunidade. Participo ainda do Conselho Comunitário do Projeto – CCOMP do PAC na comunidade.
Ativista e autodidata da arte urbana é um dos pioneiros do graffiti no Rio de Janeiro. Primeiro graffiteiro a expor em uma galeria de arte no Rio de Janeiro (Haus Arte Contemporânea), Produz trabalhos para diversas empresas na área de cenografia, decoração e performance (NIKE, INEA, Emissoras de TV, Red Bull…), além de interiores e exteriores em residências e escritórios. Atuante em intervenções urbanas, performances culturais e eventos relacionados à arte.
É Sócio Fundador e foi Presidente da 1ª diretoria do Museu de Favela (2008-2011). Criador da Galeria a céu aberto; realiza um sonho em poder coordenar e executar a arte do graffiti no Projeto Casas – Tela do Museu de Favela; também é compositor dos versos de cordel que narram o roteiro que retrata a memória da comunidade pelas fachadas das casas.
Seu release completo e suas obras podem ser visualizados em www.acme23.com.br
Biblioteconomista pela Uni Rio e pós-graduada em Administração Pública pela Fundação Escola de Serviço Público (FESP), moradora do morro do Pavãozinho. Sou datilógrafa/assessora da Secretaria de Estado de Trabalho e Renda (SETRAB). Fui secretária por dois mandatos e vice-presidente por um mandato, tendo assumido por quase um ano o cargo de Presidente da Associação de Moradores do Pavão-Pavãozinho. Fui voluntária na função de recepcionista, atendente na farmácia e auxilio aos médicos no Ambulatório Médico da Capela da Anunciação. Fui voluntária e orientadora de classe na Escola Municipal São Pedro – Jardim de Infância. Participei de cursos diversos na Ação Comunitária do Brasil e seminários diversos com temas afins. Sou voluntária da Pastoral da Catequese da Capela da Anunciação, com função de segunda coordenadora e responsável pela parte administrativa. Sou ainda idealizadora e responsável pelo Grupo de Artesãos de Pavão-Pavãozinho, atualmente com onze membros. Participo do Conselho Comunitário do Projeto – CCOMP, do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC-Rio na comunidade de Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, na qualidade de líder comunitária do Pavão-Pavãozinho.
Sou Bacharel em Ciências Contábeis, Economista e Advogado. Atuei em diversas construtoras como Contador, Controller e Administrador, entre elas o Grupo da Construtora Rabello, na construção de Brasília, ponte Rio – Niterói entre outras obras, Rio Santos e na empresa Fichet S/A, onde exerci o cargo de Diretor, nas áreas Administrativa, Financeira e Jurídica. Morador da Barra da Tijuca fui apresentado ao MUF por Kátia Loureiro, uma das sócias fundadoras e me encantei com a proposta desde a primeira vez que a ouvi. Convidado para cuidar dos trâmites de legalização da ONG do MUF, aceitei a incumbência e manifestei o desejo de pertencer ao quadro de sócios fundadores. Possuo empresa de consultaria contábil e advocatícia, com muitos anos de experiência e pertenço ao Conselho de Administração da APSA. Minha orientação profissional será de grande valia para a transparência e correção de procedimentos do MUF.
Kátia não reside na favela e entrou para o MUF a convite dos demais co-fundadores. Participou da origem do museu ao sugerir para a idéia dos moradores de aí criar uma galeria de arte e memórias a céu aberto, o formato de um museu de território.
Engenheira-Arquiteta pela Universidade Federal de Minas Gerais, especialista em Planejamento e Uso do Solo Urbano (UFPE/UFS), mestre em Ciência e Tecnologia Ambiental (UNIVALI/Santa Catarina). Ex-empresária, atuou por 30 anos como urbanista em desenvolvimento de territórios, acumulando experiência em gestão participativa, gerenciamento de projetos e planejamento estratégico.
Sua dedicação ao museu é integralmente voluntária. Sua arte no MUF é o aconselhamento estratégico do grupo dirigente do museu, a orientação do desenvolvimento institucional e administrativo da ONG.
Elabora projetos para captar recursos a partir das idéias pautadas por seus colegas da favela. Apóia o amadurecimento do grupo como equipe e como gestores. Já venceu pelo MUF vários editais públicos. Sua prioridade é profissionalizar os quadros gestores do museu, implantar sua estrutura de governança e conquistar financiadores para o custeio da organização. Ocupa o cargo de diretor administrativo-financeiro do museu, enquanto treina pessoal do MUF para herdar essa função e seus procedimentos técnicos.
Tive o privilégio de viver a infância na comunidade do Pavão, onde nasci no meio de borboletas,amoras, pitangas, mangas e até bananas. Pés no chão e terra batida, brincadeiras de roda, pique – esconde e festas americanas, ai como era bom… Saudades!!!! Moro no Pavão. Participei das primeiras atividades na Associação de Moradores do Pavão/Pavãozinho quando ainda criança, junto com os primeiros associados. Como diretora social da Associação de Moradores, implantei o primeiro projeto social na comunidade, denominado Vida Nova, nas áreas de esporte, saúde, educação e meio ambiente. Cursos: Capacitação de Lideranças Femininas (UERJ), Empreendimento Esportivo (FUNCEFET), Política Ambiental (Partido Verde), Fundamentos de Mídia (SENAC) e Gerência de Marketing (SENAC). Como artesã, concluí o curso de papel marche realizado no SENAC. Sou pintora de Arte Naïf e compositora de corinhos evangélicos.
Professora de Música e ativista social atuante no Cantagalo desde 1999. Encantada com os talentos das crianças do morro transferi minha residência para a comunidade em 2006. Atendo a mais de 100 crianças entre 1 e 17 anos de idade. Para organizar meu trabalho voluntário e sem fins lucrativos, organizei o Projeto Harmonicanto Música e Cidadania, na comunidade do Cantagalo e ofereço aulas de musicalização infantil, flauta-doce, teclado, violão, canto-coral, percussão e outros de arte-artesanato. Doações, venda de trufas e artesanato ajudam na manutenção desse trabalho. Formei o Conjunto Harmonicanto, produto do Projeto com 20 integrantes de 5 a 17 anos, que tocam instrumentais e harmonizam a 4 vozes clássicos da MPB, com um currículo de mais de 150 apresentações, com destaque para aquelas nos Arcos da Lapa, e abertura de Congressos no: Claro Hall, Sofitel, Intercontinental. Atualmente ministro as aulas do projeto de Capacitação de Instrutores de Música do PAC/BISU-KAL, para moradores e músicos da comunidade.
Morador de Cantagalo. Fiz cursos básicos de computação na Faetec, inglês e espanhol. Freqüentei a Escola de Teatro Tá na Rua e a Escola Nacional de Circo. Pratico artes circenses há 10 anos. Participei de vários projetos do AfroReggae e de espetáculos de circo, com destaque para a abertura do Circo Imperial da China. Tenho a intenção de trabalhar com jovens e adolescentes para formar uma trupe teatral na comunidade.
Paulo Rodrigues MartinsMorador do Pavãozinho há mais de 50 anos, sou fotógrafo formado pelo SENAC. Tive uma participação importante na escolha dos nomes das ruas de Pavão/Pavãozinho no segundo governo Brizola. Colaborei nos trabalhos da Associação de Moradores de Pavão Pavãozinho, durante a gestão de Sebastião Teodoro. Na década de 80, fui o idealizador do grupo jovem que era oriundo de alunos da Escola Municipal São Pedro do Pavãozinho e que organizava na comunidade as festas juninas, do Dia das Mães, das Crianças, Natal, etc., e criador do Jornal Comunitário Trio Pavão Pavãozinho. Na década de 90, tive participação nas rádios comunitárias: na Panorama de Cantagalo, no noticiário esportivo; na Radio Zona Sul FM, no Programa Informativo Cultural de Pavãozinho; além de outras contribuições na Rádio Novas Ondas Pavão. Dei aula de futebol para grupos de meninos e meninas, marcando presença em torneio de futebol de salão da FAFERJ. Tenho uma longa trajetória de trabalhos comunitários.
Moradora do Pavão – Bacharel em Letras pela Faculdade Notre Dame. Cursos de Auxiliar de Contabilidade (SENAC), Informática (Divs), Mediador de Conflitos (UFRJ), Empreendedorismo (SEBRAE), Museologia (Uni Rio), etc. Sou líder atuante na comunidade. Participei da diretora da Associação de Moradores do Pavão/Pavãozinho e fui coordenadora do Programa Vida Nova. Possuo experiência como codificadora (EMBRATUR), caixa e tesoureira (BAMERINDUS e HSBC), agente de pesquisa (IBGE) e auxiliar administrativo de diversas empresas. Participei ainda como voluntária nos Jogos Pan-Americanos e Parapanamericanos-Rio 2007. Integro a Comissão de Emprego, Trabalho e Renda e Pró-Museu de Favela do Trabalho Social da Reurbanização do Complexo Pavão-Pavãozinho-Cantagalo do PACRio, atuando na recuperação da história de formação da comunidade. Participo da Comissão de Acompanhamento de Obras. Participo ainda do Conselho Comunitário do Projeto – CCOMP do PAC na comunidade na qualidade de líder comunitária representante da igreja católica do Pavão. Integra a equipe da Hiperativa, agência de propaganda recém-formada por moradores.
Cantora, compositora e rapper, moradora de Cantagalo. Participações em festivais: 1ª colocação como compositora no 1ª Festival Voz e Som das Comunidades – Projeto Constelação de iniciativa do Pró Saber Celim; melhor intérprete e 2ª melhor compositora no 1º Festival de Música do barracão da Mangueira; participei na premiação Hutúz 2005, promovido pela Central Única de Favelas (CUFA). Participação em projetos sociais, entre eles como voluntária no Mulheres contra Violência Doméstica. Atuei como programadora de rádio no Madame Satã, Lapa, pelo Evolução Black e como programadora da rádio Panorama FM e, ministrando palestras em escolas, pela ONG Melanina, que desenvolvia um trabalho de resgate da auto-estima e da identidade da mulher. Capacitação em Disc Jokey e locução de rádio. Noções em edição de vídeo, tendo cursado a Oficina de Audiovisual do Afro reggae. Noções como cuidadora de idosos (nutrição, psicologia e ortopedia). Participação no CD Fala Tu. Ex-boxeadora amadora, tendo realizado 3 lutas, sendo 2 vitórias por nocaute. Fui instrutora de dança pela Oficina Jovens pela Paz. Sou instrutora de boxe federada.
Artista plástica auto de data, nasci,sonhei,cresci em minha comunidade Cantagalo . Sou estilista, modelista, costureira, designer em tecidos, faço parte da equipe do BAIRRO EDUCADOR nas escolas CIEP Presidente João Goulart, E.M. Marília de Dirceu e E.M. José Linhares, como educadora ambiental , uma das representantes do projeto MULHERES PELA PAZ pelo PRONASCI – Rio Cultura de Paz, faço o acompanhamento do projeto PROTEJO (projeto de proteção a jovens em (territórios vulneráveis) funciona no Centro de Referência da Juventude (CRJ) do Cantagalo e faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI), faço oficina de estória em quadrinhos e transfiguração do real, fundadora do projeto caminhos da arte solidária , atuo nas Artes Visuais e Design, produção cultural (Marketing e Política), fiz curso de Web Design no Centro de Referência da Juventude (CRJ), trabalho com a valorização da mulher , ressocialização de jovens,animação de idosos, técnica de reciclagem,arte em papel(origami) e bijuteria, noções básicas em Design de Interiores, azulejista, curso técnico em petróleo e gás, qualificação em plataformista (FUNCEFET), curso datilógrafo no SENAC, fiz cursos no Centro de Artes CALOUSTE GULBENKIAN, Já ministrei cursos de artes plásticas, expus quadros na inauguração do painel Cândido Portinari no ESPAÇO CRIANÇA ESPERANÇA, participei de cursos diversos como museologia, empreendedorismo, recepção, telemarketing, marketing, inglês, espanhol, informática e práticas odontológicas. Sou grande entusiasta do MUSEU DE FAVELA aonde sou assistente cultural.
Sou Professor Graduado e Contramestre de Capoeira pela Associação Capoeira Liberdade e morador do Morro do Cantagalo. Terapeuta de Medicina Oriental, Fundador-Presidente da ONG Corpo Movimento, Coordenador do Projeto Liberdade e Produtor Cultural. Filho de renomado sambista e compositor da velha guarda do samba de morro, Joel Silva (É lá que moro, Dedo Duro, eu não tenho culpa, Cara de Cruel e Coreto, músicas gravadas por Bezerra da Silva). Pela importância de meu próprio trabalho, desfruto de trânsito e reconhecimento no meio artístico-cultural da Cidade do Rio de Janeiro. Integrei o Grupo Teatral Marília, participando das peças “O Circo” e “Os Três Mosqueteiros”. Freqüentei cursos diversos, entre os quais: Qualificação Profissional de Massagista e Noções Básicas do Corpo Humano (SENAC), Qualificação Profissional Medicina Oriental (Instituto IBIAC, SENAC), Instrumentação Profissional Técnico em Fisiatria (Centro de Estudos Hospital da Polícia Militar), Primeiros Socorros (Cruz Vermelha Brasileira), Empreendedor Social (SENAC), Agente Comunitário (Conselho Regional de Educação Física), arte e Cabeça em Perucas (Comunidade Solidária), Recreação Infantil (Secretaria Municipal de Esporte e Lazer), Reciclagem em Arbitragem, Rituais e Fundamentos da Capoeira (Federação Desportiva de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro). Participação no II, III e IV Congresso Internacional de Capoeira. Ministrei aulas de capoeira em projetos e comunidades diversas, entre elas: G.R.E.S.M. Planeta Golfinhos da Guanabara, Clube Nobre Banda do Bairro Peixoto, Rádio Comunitária Panorama FM 88,3, Surfavela, Grupo Cultural Afro-Reggae Dançando Para Não Dançar, Fundação Dom Quixote, Fundação Frei Gaspar, Centro Cultural Roberto Aguirré, Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, Comunidade Solidária, Projeto Germinal Mel, G.R.E.S. Alegria da Zona Sul, Rio Voluntário, Corpo Movimento, Comunidade do Cantagalo, Pavão/Pavãozinho e Beira Rio. Como percussionista participei do CD Combatente da Banda Stereo Maracanã e do CD Rio do pianista americano Uri Caine. Integro a Comissão de Emprego, Trabalho e Renda Pró-Museu de Favela, do Trabalho Social da Reurbanização do complexo Pavão/Pavãozinho e Cantagalo do PAC-Rio, atuando na recuperação da história de formação da comunidade. Participo ainda do Conselho Comunitário do Projeto- CCOMP do PAC na comunidade, na qualidade de líder comunitário do Cantagalo.
Sou moradora de Cantagalo. Engenheira Eletricista pela Universidade Veiga de Almeida, com pós-graduação em Engenharia de Produção e MBA em Gestão Empresarial, pela Universidade Cândido Mendes. Sou coordenadora da Comissão de Acompanhamento das Obras, do Trabalho Social da Reurbanização do Complexo Pavão-Pavãozinho-Cantagalo – PAC-Rio, atuando na fiscalização comunitária das obras do estado e participo ainda do Conselho Comunitário do Projeto – CCOMP do PAC na comunidade. Meu primeiro contato com o social foi quando participei como voluntária nas colônias de férias que aconteciam no Brizolão, antes mesmo dele ser chamado de Brizolão e ser o CIEP.

Favela tour diferente: O Museu de Favela apresenta a Galeria de Arte a Céu Aberto na Favela. Um interessante conjunto de obras de arte de cultura viva instalados in situ desse museu territorial, retratando memórias e cultura local, executada por uma equipe de vários artistas.
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