Fundadores

Os fundadores do MUF formam um grupo de 16 pessoas, alguns dos quais residentes na favela-museu. São artistas de artes visuais, músicos, cantores e compositores de hip-hop e samba, lideranças comunitárias reconhecidas, radialistas, jornalistas, capoeirista, artesãs, fotógrafos, uma ex-empresária arquiteta-urbanista  e um advogado.

Os líderes do MUF possuem fortes experiências de vida, resistentes paixões, saberes tão profundos quanto diversos e grande capacidade criativa. Assumiram um compromisso de longo prazo: trabalhar pela valorização da memória cultural coletiva, pelo fortalecimento do bom caráter comunitário, pela criação de uma visão de futuro transformadora das condições de vida na favela, através das memórias e da cultura local, embalada no formato de um museu territorial.

Rita de Cássia Santos Pinto

ritaJornalista, pela Universidade Uni Carioca, moradora de Cantagalo e líder comunitária atuante. Foi coordenadora no Projeto “Jovens em Comunicação” durante 6 meses, contratada pela Comunidade Solidária, coordenadora do seminário de empreendedorismo, durante 5 meses, contratada pela Sociedade Cidadã; foi correspondente comunitária, durante 4 anos na ONG Viva Rio; foi monitora da Creche Pop na comunidade de Cantagalo durante 4 anos e auxiliar de monitora na Creche Bom Samaritano. É locutora e produtora voluntária da Rádio Comunitária Panorama FM 88,3 por 13 anos e promotora de festas e DJ há 12 anos. Integra a Comissão de Emprego, Trabalho e Renda e Pró-Museu de Favela, do Trabalho Social da Reurbanização do Complexo Pavão-Pavãozinho-Cantagalo do PAC-Rio, atuando na recuperação da história de formação da comunidade. Participa do Conselho Comunitário do Projeto – CCOMP do PAC na comunidade.

Carlos Esquivel (Acme)

Acme

Acme é artista autodidata fruto da favela do Pavão-Pavãozinho. Nascido dentro de casa na área do morro conhecida como Vietnã, sempre teve certeza que sua vida era a arte e para alcançar seu sonho teve um caminho longo: passou a infância engraxando sapatos e a adolescência vendendo bolo nas praias do Rio… O graffiti abriu seus horizontes para a arte urbana. Acme representa a nata da velha escola do Rio de Janeiro com 20 anos de caminhada, compartilhou sua técnica com inúmeros grafiteiros que hoje despontam no cenário mundial e ao longo de sua trajetória suas obras foram expostas em lugares como o Centro Cultural Châteauvallon– Toulon, 2º lugar no EUROGRAFF –Paris, pela Geração HIP HOP do SESC RJ (2005), Encontro Internacional de Arte na Argentina (2006), Art Paris no Grand Palais-Français (2011), Galeria Adler Paris (2011), MuBE – Museu Brasileiro da Escultura-SP (2013) e acervo permanente do Museu Histórico Nacional (RJ). Atualmente o artista traz em sua bagagem um trabalho de escultura genuíno no qual aborda os conflitos do ser humano com o seu espírito. Em 2012 iniciou a estruturação do projeto Ninho das Águias, que visa se tornar uma escola de arte itinerante na comunidade onde mora. Algumas atuações de destaque: ilustrador e programador visual do Centro de Capacitação Física do Exército e Fortaleza de São João Urca de 1997 a 2003, chargista do Jornal da ALERJ (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) de 2003 a 2005, ilustrador – Instituto Estadual do Ambiente (INEA), co-fundador e presidente do Museu de Favela de 2008 a 2011 , criador e coordenador artístico do Circuito das Casas Telas desde 2011, curador artístico de Graffiti da Plataforma de Arte Urbana Oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro GaleRio desde 2013, curador artístico escultórico da Plataforma de Arte Urbana Oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro GaleRio desde 2013.

Antônia Ferreira Soares

antoniaBibliotecária pela Unirio e pós-graduada em Administração Pública pela Fundação Escola de Serviço Público do Rio de Janeiro(FESP/RJ), Maranhense, mora no morro do Pavãozinho desde 1975. Aposentada da Secretaria de Estado de Trabalho e Renda (SETRAB), onde por vinte e sete anos exerceu a função de Datilógrafa e Assessora de Gabinete. Na Associação de Moradores do Pavão-Pavãozinho foi secretária por dois mandatos e vice-presidente por um mandato, quando assumiu por quase um ano o cargo de Presidente. Atuou como voluntária na função de recepcionista, atendente de farmácia e auxílio aos médicos no Ambulatório Médico da Capela da Anunciação. Foi voluntária, eleita mãe representante e orientadora de classe na Escola Municipal São Pedro – Jardim de Infância, no Pavãozinho. Participou de vários cursos na Ação Comunitária do Brasil e seminários diversos com temas comunitários. Participou do Conselho Comunitário do Projeto – CCOMP, do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC-Rio na comunidade de Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, na qualidade de liderança comunitária do Pavão-Pavãozinho. Atualmente é voluntária da Pastoral da Catequese da Capela da Anunciação, com função de Coordenadora e responsável pela parte administrativa. Como Artesã foi idealizadora e responsável pelo Grupo de Artesãos de Pavão-Pavãozinho. É membro da Rede de Mulheres Empreendedoras de Pavão/Pavãozinho e integrante do Circuito Carioca de Feira da Economia Solidária. No Museu de Favela é sócio-fundadora e membro do Colegiado, respondendo atualmente pelo cargo de Presidente, pela Curadoria Educacional e pela Lojinha REDEMUF. Como palestrante e representante do MUF tem inúmeras participações em Fóruns e Seminários sobre comunidade e museologia social.

J. Lemos

jlemosÉ bacharel em Ciências Contábeis, economista e advogado. Atuou em diversas construtoras como contador, controller e administrador, entre elas o Grupo da Construtora Rabello, na construção de Brasília, ponte Rio-Niterói, entre outras obras, Rio Santos e na empresa Fichet S/A, onde exerceu o cargo de diretor, nas áreas Administrativa, Financeira e Jurídica. Morador da Barra da Tijuca, foi apresentado ao MUF por Kátia Loureiro, uma das sócias fundadoras e se encantou com a proposta desde a primeira vez que a ouviu. Convidado para cuidar dos trâmites de legalização da ONG do MUF, aceitou a incumbência e manifestou o desejo de pertencer ao quadro de sócios fundadores. Possui empresa de consultaria contábil e advocatícia, com muitos anos de experiência e pertence ao Conselho de Administração da APSA. Sua orientação profissional será de grande valia para a transparência e correção de procedimentos do MUF.

Kátia Loureiro

Engenheira-arquiteta (UFkatiaMG/FAU), especialista em Planejamento e Uso do Solo Urbano (UFPE/UFS), Mestre em Ciência e Tecnologia Ambiental (UNIVALI/CTTMar). Kátia reside em Ipanema e é ex-empresária, tendo atuado por trinta anos em desenvolvimento de territórios, acumulando experiência em gestão participativa, gerenciamento de projetos e planejamento estratégico. Em 2008 aceitou o inesperado convite de lideranças culturais do Morro do Cantagalo, Pavão e Pavãozinho para integrar o grupo fundador e dirigente da ONG Museu de Favela – MUF, inspirada por sua vontade de ali criar uma galeria de arte e memórias a céu aberto. E pela inteligência e capacidade de resistência dos demais fundadores. Kátia participei da origem do museu ao sugerir para o projeto o formato de um museu de território. Com essa decisão, transgrediu o exercício da arquitetura, abdicou de sua profissão e de sua empresa para trabalhar como voluntária engajada no MUF, por sete anos. Trabalhou na modelagem estratégica do projeto museológico territorial e em seu desenvolvimento institucional. Organizou a edição da obra Circuito das Casas-Tela, caminhos de vida no Museu de Favela, com autores residentes no território museal, publicada em 2012 com apoio do IBRAM, recursos do MinC. Após viver corajoso experimentalismo entre os amigos da favela, Kátia decidiu resgatar uma possibilidade pessoal que até então o destino não se permitira aprofundar: ser escritora e editora independente. Em junho 2014, ela fez um pacto com o Colegiado de Diretores sobre sua saída do museu enraizado para fundar a Editora DANDA. “Aprendi que as culturas territoriais guardam forças magníficas de governança social e que museus são instituições que afirmam (autoestima do universo cultural que representam), provocam (cidadania crítica) e inspiram (caminhos bons rumo ao cenário da vida digna local)”, afirma.

Marli Melo

marliMora no Pavão e participou das primeiras atividades na Associação de Moradores do Pavão/Pavãozinho quando ainda criança, junto com os primeiros associados. Como diretora social da Associação de Moradores, implantou o primeiro projeto social na comunidade, denominado Vida Nova, nas áreas de esporte, saúde, educação e meio ambiente. Cursos: Capacitação de Lideranças Femininas (UERJ), Empreendimento Esportivo (FUNCEFET), Política Ambiental (Partido Verde), Fundamentos de Mídia (SENAC) e Gerência de Marketing (SENAC). Como artesã, concluiu o curso de papel machê realizado no SENAC. É pintora de Arte Naïf e compositora de corinhos evangélicos. “Tive o privilégio de viver a infância na comunidade do Pavão, onde nasci no meio de borboletas, amoras, pitangas, mangas e até bananas. Pés no chão e terra batida, brincadeiras de roda, pique-esconde e festas americanas, ai como era bom… Saudades!”

Cássia Oliveira

cassiaProfessora de Música e ativista social atuante no Cantagalo desde 1999. Encantada com os talentos das crianças do morro, transferiu sua residência para a comunidade em 2006. Atende mais de 100 crianças entre 1 e 17 anos de idade. Para organizar seu trabalho voluntário e sem fins lucrativos, organizou o Projeto Harmonicanto Música e Cidadania, na comunidade do Cantagalo e oferece aulas de musicalização infantil, flauta-doce, teclado, violão, canto-coral, percussão e outros de arte-artesanato. Doações, venda de trufas e artesanato ajudam na manutenção desse trabalho. Formou o Conjunto Harmonicanto, produto do Projeto, com 20 integrantes de 5 a 17 anos. Nele, tocam instrumentais e harmonizam a 4 vozes clássicos da MPB, com um currículo de mais de 150 apresentações, com destaque para aquelas nos Arcos da Lapa, e abertura de Congressos no Claro Hall, Sofitel e Intercontinental. Atualmente ministra as aulas do projeto de Capacitação de Instrutores de Música do PAC/BISU-KAL, para moradores e músicos da comunidade.

Jonathan Rodrigues

JonathanMorador de Cantagalo. Fez cursos básicos de computação na Faetec, inglês e espanhol. Frequentou a Escola de Teatro Tá na Rua e a Escola Nacional de Circo. Pratica artes circenses há 10 anos. Participou de vários projetos do AfroReggae e de espetáculos de circo, com destaque para a abertura do Circo Imperial da China. Tem a intenção de trabalhar com jovens e adolescentes para formar uma trupe teatral na comunidade.

 

Paulo Rodrigues Martins

pauloMorador do Pavãozinho há mais de 50 anos, é fotógrafo formado pelo SENAC. Teve uma participação importante na escolha dos nomes das ruas de Pavão/Pavãozinho no segundo governo Brizola. Colaborou nos trabalhos da Associação de Moradores de Pavão Pavãozinho, durante a gestão de Sebastião Teodoro. Na década de 80, foi idealizador do grupo jovem que era oriundo de alunos da Escola Municipal São Pedro do Pavãozinho e que organizava na comunidade as festas juninas, do Dia das Mães, das Crianças, Natal, etc., e criador do Jornal Comunitário Trio Pavão Pavãozinho. Na década de 90, participou de rádios comunitárias: na Panorama de Cantagalo, no noticiário esportivo; na Radio Zona Sul FM, no Programa Informativo Cultural de Pavãozinho; além de outras contribuições na Rádio Novas Ondas Pavão. Deu aula de futebol para grupos de meninos e meninas, marcando presença em torneio de futebol de salão da FAFERJ. Possui uma longa trajetória de trabalhos comunitários.

Valdete Viana dos Santos

Moradora do Pavão – Bacharel em Letras pela Faculdade Notre Dame. Possui cursos de Auxiliar de Contabilidade (Senac), Informática (Divs), Mediador de Conflitos (UFRJ), Empreendedorismo (Sebrae), Museologia (Unirio), etc. É líder atuante na comunidade. Participou da diretora da Associação de Moradores do Pavão/Pavãozinho e fui coordenadora do Programa Vida Nova. Possui experiência como codificadora (Embratur), caixa e tesoureira (Bamerindus e HSBC), agente de pesquisa (IBGE) e auxiliar administrativo de diversas empresas. Participou, como voluntária, nos Jogos Pan-Americanos e Parapanamericanos-Rio 2007. Integra a Comissão de Emprego, Trabalho e Renda e Pró-Museu de Favela do Trabalho Social da Reurbanização do Complexo Pavão-Pavãozinho-Cantagalo do PACRio, atuando na recuperação da história de formação da comunidade. Participa da Comissão de Acompanhamento de Obras. Participa do Conselho Comunitário do Projeto – CCOMP do PAC na comunidade na qualidade de líder comunitária representante da igreja católica do Pavão. Integra a equipe da Hiperativa, agência de propaganda recém-formada por moradores.

Alini Santos da Silva

aliniCantora, compositora e rapper, moradora de Cantagalo. Participações em festivais: 1ª colocação como compositora no 1ª Festival Voz e Som das Comunidades – Projeto Constelação de iniciativa do Pró Saber Celim; melhor intérprete e 2ª melhor compositora no 1º Festival de Música do barracão da Mangueira; participou da premiação Hutúz 2005, promovida pela Central Única de Favelas (CUFA). Tem participação em projetos sociais, entre eles como voluntária no Mulheres contra Violência Doméstica. Atuou como programadora de rádio no Madame Satã, Lapa, pelo Evolução Black e como programadora da rádio Panorama FM, além de ministrar palestras em escolas, pela ONG Melanina, que desenvolvia um trabalho de resgate da auto-estima e da identidade da mulher. Capacitação em Disc Jokey e locução de rádio. Noções em edição de vídeo, tendo cursado a Oficina de Audiovisual do Afroreggae. Noções como cuidadora de idosos (nutrição, psicologia e ortopedia). Participação no CD Fala Tu. Ex-boxeadora amadora, tendo realizado 3 lutas, sendo 2 vitórias por nocaute. Foi instrutora de dança pela Oficina Jovens pela Paz. É instrutora de boxe federada.

Dety Silva

ADetyrtista plástica autodidata, nasceu e cresceu no Cantagalo. É estilista, modelista, costureira, designer em tecidos, faço parte da equipe do Bairro Educador no CIEP Presidente João Goulart, na E.M. Marília de Dirceu e na E.M. José Linhares como educadora ambiental. É uma das representantes do projeto Mulheres pela Paz pelo Pronasci – Rio Cultura de Paz, faço o acompanhamento do projeto Protejo (projeto de proteção a jovens em territórios vulneráveis), que funciona no Centro de Referência da Juventude (CRJ) do Cantagalo. faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Faz oficina de histórias em quadrinhos e transfiguração do real, é fundadora do projeto caminhos da arte solidária , atua nas artes visuais e no design, produção cultural (marketing e política), fez curso de webdesign no Centro de Referência da Juventude (CRJ). Trabalho com a valorização da mulher, ressocialização de jovens, animação de idosos, técnicas de reciclagem, arte em papel (origami) e bijouteria. Tem noções básicas em design de interiores, é azulejista, fez curso técnico em petróleo e gás, qualificação em plataformista (Funcefet), fez curso de datilografia no Senac e cursos no Centro de Artes Calouste  Gulbekian. Já ministrou cursos de artes plásticas, expôs quadros na inauguração do painel Cândido Portinari no Espaço Criança Esperança. Fez cursos diversos, como museologia, empreendedorismo, recepção, telemarketing, marketing, inglês, espanhol, informática e práticas odontológicas. É grande entusiasta do Museu de Favela, onde atua como assistente cultural.

Sidney Silva (Tartaruga)

sidneyAtivista cultural nas comunidades do Cantagalo, Pavão, Pavãozinho; Mestre da Associação Capoeira Liberdade; Fundador-Presidente Associação Cultural Corpo Movimento. Filho do renomado compositor de sambas de enredo e partido alto Joel Silva (“É lá que moro”, “Dedo duro”, “Eu não tenho culpa”, “Cara de cruel” e “Coreto”, músicas gravadas por Bezerra da Silva). Integrou na década de 90 o Grupo Teatral Marília, participando das peças “O Circo” e “Os Três Mosqueteiros”. Na mídia televisiva, participou do programa Teca na tv,  MTV, Futura, Canal Fio Cruz, RJ-TV, novelas: Quatro por Quatro e Totalmente Demais (TV Globo). No cinema nos filmes Sonâmbulos (Finlândia), World Figther Champion (Estados Unidos), Era Uma Vez (Brasil) e Board Township to Favela (África do Sul). Como percussionista, participou na gravação do CD Combatente do coletivo Stereo Maracanã e CD Rio do pianista americano Uri Caine. Atuou nos videos clipes das músicas: Soul do Samba (Marcio Local), Free (Pete Murray), Cinco Salomão (Victor Lobisomen) e Ginga Brasileira (Tony Mariano). Sócio Fundador e membro do Colegiado de Diretores do Museu de Favela. Pela importância de seu próprio trabalho, desfruta de trânsito e reconhecimento no meio artístico-cultural da cidade do Rio de Janeiro.

Márcia Cristina de Souza e Silva

marciaÉ moradora de Cantagalo. Engenheira Eletricista pela Universidade Veiga de Almeida, com pós-graduação em Engenharia de Produção e MBA em Gestão Empresarial, pela Universidade Cândido Mendes. É coordenadora da Comissão de Acompanhamento das Obras, do Trabalho Social da Reurbanização do Complexo Pavão-Pavãozinho-Cantagalo – PAC-Rio, atuando na fiscalização comunitária das obras do estado e participo ainda do Conselho Comunitário do Projeto – CCOMP do PAC na comunidade. Seu primeiro contato com o social foi quando participei como voluntária nas colônias de férias que aconteciam no Brizolão, antes mesmo dele ser chamado de Brizolão e ser o CIEP.